terça-feira, 6 de outubro de 2009



O FIM

Tonho França



Não há o que brindar

o amor fez-se ausente

as luzes renderam-se à noite

e o que os poetas pensavam ser

nuances de estrelas cadentes

na verdade, eram vaga-lumes bêbados

riscando a íris de nossos olhos

com fragmentos de vida...


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Affonso Romano de Sant'Anna e Rose Mori



A pessoa certa
Rose Mori


Não peça a um poeta que escreva sobre um tema.

Ele não saberia, porque não é redator:
é poeta!

E sendo assim, só escreve quando a inspiração
aflora ...

E sua inspiração está sujeita às nuances da alma,

às intempéries da vida, às inconstâncias do amor.

O poeta vive o tempo e suas estações.

O poeta escreve o tempo;

o poeta é o próprio tempo que passa por nós

Deixa suas marcas em folhas soltas

que são levadas pelo vento,

de mãos em mãos,

de coração em coração,

até cair aos pés da pessoa certa...




FRAGMENTOS
Affonso Romano de Sant´Anna


"...Deixa que eu te ame em silêncio
Não pergunte, não se explique...
Deixe que nossas línguas se toquem,
e as bocas e a pele falem
seus líquidos desejos.
Deixa que eu te ame sem palavras
a não ser aquelas que na lembrança
ficarão pulsando para sempre
como se o amor e a vida
fosse um discurso
de impronunciáveis emoções..."







segunda-feira, 14 de setembro de 2009


"...Todo coração tem o seu próprio coração.
E se o coração do coração também não for
completamente livre,
ambos morrerão de tristeza..."

(Fragmento do Edson,
colhido no Blog Mude)





"...o fim do caminho é aqui.
Não há flores na estrada.
O vento sopra minhas narinas
e balança meu pensamento
como balança velhas cortinas..."
(Belvedere)

sábado, 12 de setembro de 2009






"...Já não me lembrava da parte triste das despedidas. Daquele último instante em que pode acontecer tudo o que nunca tinha acontecido antes. Ás vezes a realidade devia ser proibida..."

(Fragmento colhido no blog As Conversas)


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Das Pulsações...




corpo de pedra

quase fechado

a rachadura denuncia

uma pulsação escondida

aquela alma ainda lateja

mesmo sem querer

(Nídia Caldas)

domingo, 23 de agosto de 2009

Marise Ribeiro




Poesias
em dias de solidão e amargura
são como flores,
que teimam em brotar,
no meio da erva daninha.

(Marise Ribeiro)


terça-feira, 18 de agosto de 2009




"...Somos partes indivisíveis
daquilo que o tempo e o vento
não conseguiram destruir...

É preciso recontar a história
que não teve final feliz,
mas que sempre traz um sorriso
aos lábios dos personagens que a viveram,

quando emerge das memórias
de um tempo longe
nas asas de um vento forte ...
E a serenata

assinala os rumos dos sentimentos

que sobrevivem aos naufrágios
e simplesmente, existem..."


(Maria A. Estrella)