domingo, 31 de maio de 2009



CONSOLO PRÓPRIO
Diva Melo


Magoada,

suja ou chacinada

Sei lá...

Bati em tua janela

Nada...

Nem som

Nem noite

Tudo perdeu o sentido

Tive que me fazer de abrigo

Pra suportar a ausência

De quem eu tanto procurava...


quinta-feira, 21 de maio de 2009



SEQUELAS
Gilia Girling


(parabéns querida pelo aniversário)



Abraços negados abrem sulcos.

Sulcos cravados abrem crateras no olhar.

E o olhar,

machucado do abraço negado,

não sabe se chora,

se grita

ou morre, no sulco da alma.

sexta-feira, 15 de maio de 2009




REDEMOINHO

LianeNiremberg


Esse tempo presente que me habita
Não faz sentido
Sem meias palavras que me bastem
Busco incessantemente
O momento que me dê abrigo
Nada me alcança
E meus sentires...
Ah!
Presos a um redemoinho...

segunda-feira, 20 de abril de 2009


Razão
by Lina


"...Amo você.

Nunca transpus seu olhar
Nunca acariciei suas palavras
Nunca possuí sua pele.
Mas te amo.

E cada momento
É um momento perdido quando passo por ele
E vai-se embora o instante
-pra mim, perpétuo.

Não sei o que amo
Sei que te amo.

E já o tenho marcado
Em meu insone pensamento
Em meu vazio lábio
Em minha imprópria mão

Em meu descompassado
acorrentado
Sentimento..."

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Lacrimosa
Gilia Gerling



É quieto, o silêncio da dor
É quieto, o silêncio do adeus
Partidas inevitáveis
gritam as dores de todos os silêncios que,
mesmo quietos,
anunciam,
ruidosamente,
o silêncio da solidão.

Gritam, em doloridos silêncios,
os olhares que se cruzam, mas não falam.


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Extraido da crônica EU de Veronica Veloso.

"...Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade. Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais. Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima... Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo.

Nem eu sou o que penso que eu sou.

Nem nós o que pensamos que temos..."


Pra assistir ao vídeo abaixo aperte a pausa do player na coluna a direita...


andre rieu - godfhater

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Quando dói o coração...


"...Quando dói o coração, todo o corpo dói. Por que permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de sairem carregando um pedaço de nós quando partem? Por que nos damos tanto, nos entregamos tanto, nos deixamos tanto em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos? [...] Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem calma e nos satisfazer dessa visão, como quem se fascina com uma miragem. Mas não nos satisfaz olhar. Humanos que somos, precisamos absolutamente sentir, ao risco de nos afogar... e mergulhamos inteiramente..."

Fragmento extraído da crônica de (Letícia Thompson) - Quando dói o coração