
"...Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os “Deuses te guardem nas palmas das Suas mãos...”

Três dias. Três dias, e a nostalgia das tardes trouxe-me alguma visão sobre a poesia esquecida na mesa de cabeceira. Aquelas folhas molhadas pela chuva e incompreendidas pelo tempo, ainda estão lá, hoje túrgidas de sol e fracas, com olhos grandes e rasgados de cinza, espreitando as paredes e conversando com as almas tristes que se desprenderam do meu corpo.
Pois bem, hoje meu sorriso é todo cortado, e dos cortes, raios de lua, magicamente, dançam sobre os lábios e tocam uma sinfonia que só meus ouvidos podem perceber... E assim espero hibernar dentro das palavras, e com elas tirar o que há de mais belo e refulgente...
(fragmento by Alex S. F) - Palavreando

Deito-me na areia fofa do meu quintal e fico olhando o céu, sem piscar, atenta a tudo, sem nada querer perder... Quero ver e entender como a noite se sente ao dar lugar ao dia: o breu sendo obrigado a parir algo tão diferente dele...
Aqui vou ficar mais algumas longas horas, só para ver a mágica misteriosa do inverso... me ver ali diluída especialmente nas transições... contemplar todas as possibilidades de se parir opostos...
(fragmento extraído do Blog Revelações)

