terça-feira, 27 de abril de 2010

Paulo Coelho



"... O silêncio é doloroso.
Mas é no silêncio que as coisas tomam forma,
e existem momentos em nossas vidas
que tudo que devemos fazer é esperar...
Dentro de cada um, no mais profundo do ser,
está uma força que vê e escuta aquilo
que não podemos ainda perceber.
Tudo o que somos hoje
nasceu daquele silêncio de ontem..."

- Fragmento de Paulo Coelho -

sábado, 24 de abril de 2010

Estaleiro...



ESTALEIRO
Ulisses Tavares


"...Nem sempre o navio
de nossa vida
chega ao porto pretendido.
Mas nem o desvio da rota
ou o naufrágio,
nada disso é derrota...
Terrível é passar anos a fio
sem coragem de navegar
ancorado na mesmice
a ver navios..."


quarta-feira, 24 de março de 2010

márcia fortes

"...Sigo querendo minha
liberdade.
Isto não é pedir demais
Faço tudo diferente
Se é por aqui que eu ia
Agora já não vou mais..."

marcia fortes

segunda-feira, 22 de março de 2010

Isabel Câmara


"...Enquanto me permite o destino
Eu vou sendo os personagens
Que eu criei
Mas na vida tem sempre aquele
Que me indica
A ilusão como caminho..."

(by Isabel Câmara)

domingo, 7 de março de 2010

Poema Cego




POEMA CEGO

Maria Thereza Neves



sem sentido

sem rumo

sem nexo

sem discutir destino

meu poema cego

entre retas tortas mudas

emoções perdidas

a procura de 1 eco

restos-cacos de vida ...

sábado, 20 de fevereiro de 2010


"...Antes que a vida me vincasse a testa, eu sorria, me iludia, encontrava-me repleta de ilusões, cujos sentimentos afloravam e eram bem quistos. Hoje lembrando de tudo, sinto reacender em mim, aquela época considerada vanguarda no tempo, e neste adendo escrevo meus versos toscos, sem graça, pois sinto a graça não em meus versos, mas aqui, só dentro de mim.."


by NANCY MOISES

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Espectros



"...O que mais me fascinava era a pressa agonizante dos passantes. Olhava cada

rosto, cada olhar esfacelado, cada face carregada de mágoas ou preocupações

nada tangíveis. Tinha gosto e desprezo ao mesmo tempo. Sentia necessidade de

ver os olhos fundos de eminentes lágrimas e, a corrosão dos anos na pele

alheia que revelavam os janeiros passados e o desespero infundado de um

futuro inexistente. Os passantes eram como espelhos. Espectros indesejados

que caminhavam taciturnos por calçadas imaginárias. Todos na distância do

pensamento absorto que me carregava de tempo em tempo, tirando-me da

realidade lacerante e, jogando-me num abismo impreciso entre a memória do

que é e do que não é. E, naquele instante, eu não era..."


(by Flávio Otávio Ferreira)