domingo, 7 de março de 2010

Poema Cego




POEMA CEGO

Maria Thereza Neves



sem sentido

sem rumo

sem nexo

sem discutir destino

meu poema cego

entre retas tortas mudas

emoções perdidas

a procura de 1 eco

restos-cacos de vida ...

sábado, 20 de fevereiro de 2010


"...Antes que a vida me vincasse a testa, eu sorria, me iludia, encontrava-me repleta de ilusões, cujos sentimentos afloravam e eram bem quistos. Hoje lembrando de tudo, sinto reacender em mim, aquela época considerada vanguarda no tempo, e neste adendo escrevo meus versos toscos, sem graça, pois sinto a graça não em meus versos, mas aqui, só dentro de mim.."


by NANCY MOISES

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Espectros



"...O que mais me fascinava era a pressa agonizante dos passantes. Olhava cada

rosto, cada olhar esfacelado, cada face carregada de mágoas ou preocupações

nada tangíveis. Tinha gosto e desprezo ao mesmo tempo. Sentia necessidade de

ver os olhos fundos de eminentes lágrimas e, a corrosão dos anos na pele

alheia que revelavam os janeiros passados e o desespero infundado de um

futuro inexistente. Os passantes eram como espelhos. Espectros indesejados

que caminhavam taciturnos por calçadas imaginárias. Todos na distância do

pensamento absorto que me carregava de tempo em tempo, tirando-me da

realidade lacerante e, jogando-me num abismo impreciso entre a memória do

que é e do que não é. E, naquele instante, eu não era..."


(by Flávio Otávio Ferreira)



sábado, 14 de novembro de 2009


Fragmentos
by Kevin Arnold

"...Crescer acontece num piscar de olhos.
Um dia, você está de fraldas,
no outro você já se foi...
Mas as lembranças da infância,
ficam com você a longo prazo...
Me lembro de um lugar...
Uma cidade...
Uma casa como muitas outras casas...
Um quintal como muitos outros quintais...
Numa rua como tantas outras ruas...
E o negócio é que...
depois de todos esses anos,
eu ainda olho pra trás...
maravilhado..."

terça-feira, 3 de novembro de 2009




"...Viajo,
me esqueço,
me jogo
e me desfaço.
Crio um laço,
aconteço...
Caio,
me levanto,
junto os cacos
mas sinto falta
de um pedaço..."

(Fragmento colhido de Daniela
no Blog Palavras)

domingo, 1 de novembro de 2009


"...É melhor que o nosso amor seja breve,
mas brilhante, escandaloso
e carregado de energia
- como um relâmpago! -
do que ser só o reflexo assustado
de uma vela acesa pela metade,
quase apagando,
tremeluzindo em desespero
por toda a eternidade..."

Blog Mude
posted by Edson Marques

terça-feira, 6 de outubro de 2009



O FIM

Tonho França



Não há o que brindar

o amor fez-se ausente

as luzes renderam-se à noite

e o que os poetas pensavam ser

nuances de estrelas cadentes

na verdade, eram vaga-lumes bêbados

riscando a íris de nossos olhos

com fragmentos de vida...