sábado, 12 de setembro de 2009






"...Já não me lembrava da parte triste das despedidas. Daquele último instante em que pode acontecer tudo o que nunca tinha acontecido antes. Ás vezes a realidade devia ser proibida..."

(Fragmento colhido no blog As Conversas)


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Das Pulsações...




corpo de pedra

quase fechado

a rachadura denuncia

uma pulsação escondida

aquela alma ainda lateja

mesmo sem querer

(Nídia Caldas)

domingo, 23 de agosto de 2009

Marise Ribeiro




Poesias
em dias de solidão e amargura
são como flores,
que teimam em brotar,
no meio da erva daninha.

(Marise Ribeiro)


terça-feira, 18 de agosto de 2009




"...Somos partes indivisíveis
daquilo que o tempo e o vento
não conseguiram destruir...

É preciso recontar a história
que não teve final feliz,
mas que sempre traz um sorriso
aos lábios dos personagens que a viveram,

quando emerge das memórias
de um tempo longe
nas asas de um vento forte ...
E a serenata

assinala os rumos dos sentimentos

que sobrevivem aos naufrágios
e simplesmente, existem..."


(Maria A. Estrella)


domingo, 9 de agosto de 2009


"... Perceba aquilo que eu quero dizer. Será mais fácil assim. Vou espalhar poeira da Lua pelas solas dos pés e quando a chuva vier e lavar minhas lágrimas, deixa-a encher minha alma e afogar todos os medos que não são meus. As gotas serão folhas caindo, como esperanças cadentes à procura de desejos. Se houver a indecisão, mandarei embora. E quando olhar ao redor vai perceber que tudo permanece inalterado. Então não restam mais dúvidas de que ainda existe amor...”

(Fragmento extraído do CASEBRE DE PRATA - por Marcela)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Denis Diderot e Nidia Caldas


"...Inclina para mim os teus lábios

e que ao sair da minha boca

a minha alma volte a entrar

dentro de ti..."


(Denis Diderot)
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"...No mesmo relógio o meu ponteiro parado

aguarda a chegada do teu

o tempo começa sempre

ao meio-dia , à meia- noite

quando os dois se beijam

quando a tua hora deita sobre o meu minuto..."
(Nídia Caldas)

domingo, 5 de julho de 2009


"...Onde as pessoas desse lugar?

Quem escreveu tão a fundo

Na alma velha da casa

A palavra solidão?

Parece que a tristeza

Espalmou a sede

No pote dos silêncios..."
(fragmento extraído do poema
O Pote dos Silêncios de Jaime Vaz Brasil)