domingo, 23 de agosto de 2009

Marise Ribeiro




Poesias
em dias de solidão e amargura
são como flores,
que teimam em brotar,
no meio da erva daninha.

(Marise Ribeiro)


terça-feira, 18 de agosto de 2009




"...Somos partes indivisíveis
daquilo que o tempo e o vento
não conseguiram destruir...

É preciso recontar a história
que não teve final feliz,
mas que sempre traz um sorriso
aos lábios dos personagens que a viveram,

quando emerge das memórias
de um tempo longe
nas asas de um vento forte ...
E a serenata

assinala os rumos dos sentimentos

que sobrevivem aos naufrágios
e simplesmente, existem..."


(Maria A. Estrella)


domingo, 9 de agosto de 2009


"... Perceba aquilo que eu quero dizer. Será mais fácil assim. Vou espalhar poeira da Lua pelas solas dos pés e quando a chuva vier e lavar minhas lágrimas, deixa-a encher minha alma e afogar todos os medos que não são meus. As gotas serão folhas caindo, como esperanças cadentes à procura de desejos. Se houver a indecisão, mandarei embora. E quando olhar ao redor vai perceber que tudo permanece inalterado. Então não restam mais dúvidas de que ainda existe amor...”

(Fragmento extraído do CASEBRE DE PRATA - por Marcela)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Denis Diderot e Nidia Caldas


"...Inclina para mim os teus lábios

e que ao sair da minha boca

a minha alma volte a entrar

dentro de ti..."


(Denis Diderot)
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"...No mesmo relógio o meu ponteiro parado

aguarda a chegada do teu

o tempo começa sempre

ao meio-dia , à meia- noite

quando os dois se beijam

quando a tua hora deita sobre o meu minuto..."
(Nídia Caldas)

domingo, 5 de julho de 2009


"...Onde as pessoas desse lugar?

Quem escreveu tão a fundo

Na alma velha da casa

A palavra solidão?

Parece que a tristeza

Espalmou a sede

No pote dos silêncios..."
(fragmento extraído do poema
O Pote dos Silêncios de Jaime Vaz Brasil)

sábado, 27 de junho de 2009



"...Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas. ..."


(Fragmento extraido do texto de Pe. Fabio Mello - O inacabado que há em mim)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Profana Via


Profana Via


Abençoada sou se,

nua,

minha pele é rua

que ofereço

para a procissão noturna

dos seus dedos...

Extraído do Blog Pensamento e Poesia
(Maria Borges)